Se não querem violência, que deixem de roubar

By futebolista

     Um novo protesto de torcedores do Racing contra a Blanquiceleste, empresa que administra o clube, terminou em feridos e 32 detidos na noite desta terça. Cerca de três mil seguidores do Racing se reuniram para marcar os nove anos da manifestação ocorrida em frente ao Congresso Nacional, que pressionou os legisladores a aprovarem uma lei que barrou os leilões de bens de clubes em crise financeira.

     Além de protestarem diante do Congresso e da sede da BC, os hinchas do Racing foram à sede da Associação de Futebol Argentino (AFA). Entregaram um documento ao secretário-geral da entidade, José Luis Meiszner. A notícia de que o presidente da AFA, Julio Grondona, não se encontrava na sede, revoltou alguns torcedores que começaram a jogar objetos no prédio da AFA, o que teria iniciado o confronto com a polícia.

     Os torcedores, mais uma vez, cobram o fim da Blanquiceleste e a maior participação dos torcedores nas decisões do clube.

     A situação anda tão crítica para os lados do Cillindro que até o treinador Miguel Micó começa a ser questionado, ele que conquistou o respeito da torcida ao agüentar no osso do peito a debandada de atletas sem salário no início da temporada. Mas agora, depois de dois empates e uma derrota no Clausura, em que ocupa a décima sétima posição, as coisas ficaram ainda mais complicadas. “Não sou o técnico da empresa, sou o técnico do Racing”, disse Micó ao Clarín.

     No último domingo, houve protestos durante o empate em 0 a 0 contra o Gimnásia de Jujuy. “Olé, Olá, se não querem violência deixem de roubar”, cantavam os torcedores.

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